sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fred McDowell



Fred McDowell (1904-1972) nasceu em Rossville, Tennessee, perto de Memphis, e ainda jovem ficou orfão. Com 14 anos tocava em bailes e piqueniques, mas a música não era a sua verdadeira fonte de renda, ele era um trabalhador rural. A vida de um músico em Memphis era menos exigente fisicamente do que a vida de um agricultor e como muitos outros jovens no início do século 20, McDowell pegou a estrada para a cidade e começou a sua carreira como músico em 1926. McDowell tocava a guitarra principalmente com slide. Inicialmente usava uma faca de bolso, mas mudou para um osso de costela bovina. Finalmente, usou o vidro na forma como muitos músicos de blues usavam, feitos normalmente de frascos de medicamentos que na época eram longos e finos. Influenciado por bluesmen como Charley Patton e Son House, desenvolveu seu próprio estilo distinto que era mais pesado em elementos de percussão e ritmos africanos do que o blues tradicional do Delta. Durante a Segunda Guerra Mundial, Fred McDowell deixou a profissão de músico e voltou para o trabalho agrícola.

‘Mississippi’ Fred McDowell era um artista de blues único e viveu em relativa obscuridade até ser descoberto por Alan Lomax, folclorista e etnomusicólogo, um dos grandes coletores de música popular do século 20. Alan Lomax convenceu o relutante bluesman a gravar em estúdio em 1959 para a série ‘American Folk Music’ da 'Atlantic Records' o que levou Fred McDowell a ser uma parte da chamada re-descoberta de artistas do blues. Foi realmente um desenterrar de artistas existentes por uma nova base de fãs. Lomax tinha encontrado um autêntico bluesman do Delta, que nunca havia sido gravado antes e é sua a seguinte citação: ‘Fred se surpreendeu quando eu lhe disse que admirava a sua música o suficiente para visitá-lo por várias noites e gravar tudo o que sabia. E ele ficava me dizendo que não poderia tocar tão bem como os outros que ele conhecia. Em minha opinião ele é simplesmente um homem modesto, porque nele a grande tradição do blues corre pura e profunda'. Por outro lado, Chris Strachwitz, fundador da ‘Arhoolie Records’ que era uma daquelas pessoas apaixonadas pela música de McDowell, prontamente procurou McDowell no Mississipi e gravou e lançou dois excelentes álbuns de McDowell nos anos 60 que contribuíram para lançar Fred no circuito de festivais ao longo da década, até sua morte de câncer aos 68 anos de idade.

Mississippi’ Fred McDowell tocou sua guitarra por vários anos, manteve-se em suas raízes acústicas até 1969, quando finalmente se rendeu à guitarra elétrica, mas mateve o mantra: eu não toco rock’n’roll, eu não toco rock’n’roll, eu não toco rock’n’roll... Mais tarde Fred McDowell teve o reconhecimento e respeito que não teve mais cedo em sua vida e foi homenageado, exatamente, pelos grandes do rock’n’roll. Os Rolling Stones imortalizaram o bluesman em ‘You Gotta Move’. E deveria ter sido honrado profundamente por outras bandas, nomeadamente ‘Led Zepplin’, que se apossou de canções de vários músicos mais velhos do blues sem abrir mão de um centavo dos royalties. Fred McDowell antecipou a música de Elmore James e modelou um estilo muito imitado. E sua música teve um forte impacto sobre os músicos de folk e jovens roqueiros durante o final dos anos 60, assim como nos anos 70. Antes de sua morte, McDowell deu lições a cantora Bonnie Raitt na guitarra slide, e por sua vez Raitt gravou várias músicas de McDowell ao longo dos anos

01-Some Day Baby
02-Milk Cow Blues
03-The Train I Ride
04-Over The Hill
05-Goin Down To The River
06-I Wished I Were In Heaven Sitt
07-Louise
08-Germany Blues
09-Some Sweet Day
10-The Sun Rose This Morning
11-When I Lay My Burden Down
12-Goin Down To Louisiana
13-61 Highway
14-Good Morning Little Schoolgirl
15-Im Going Down to the River
16-Keep Your Lamp Trimmed and Burning
17-Shake em On Down
18-Whats the Matter Now
19-When the Train Comes Along
20-Wished I Was in Heaven Sitting Down
21-Worried Mind
22-You Done Told Everybody

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