
O cantor e guitarrista John Cephas, que morreu em 2009 aos 78 anos, surgiu na cena do blues na década de 70. E naquele tempo muitos músicos afro-americanos de sua geração estavam desinteressados do blues, em especial o blues acústico, o blues tradicional à moda antiga, conhecido como blues ‘piedmont’, uma forma extremamente popular por muitas décadas, na primeira metade do século XX. Sua parceria de 32 anos com o jovem gaitista Phil Wiggins remontava aos tempos passados de Brownie McGhee e Sonny Terry, que fizeram sucesso internacional na década de 50 e 60. Enraizada na música rural da Virgínia e Carolina do Norte, e baseando-se em um modelo criado por seus antepassados musicais como Blind Boy Fuller, Rev. Gary Davis, Blind Willie McTell, Blind Blake, Sonny Terry e Tampa Red, a dupla manteve viva a chama do blues ‘piedmont’ nos tempos atuais. Mas, apesar da semelhança com esses artistas, ‘Cephas & Wiggins’ não eram clones. E a dupla de forma constante lançou uma série de álbuns ao longo de três décadas embalados por um vasto repertório de canções antigas, abrangendo a história do folk-blues. Com um barítono suave moldado por anos em grupos de gospel e com um ritmo cadenciado e complexo dedilhar que alguns estudiosos rastrearam suas origens nas bandas de country dance da era colonial, acompanhado por solos apaixonados de gaita, a música de Cefas & Wiggins é uma viagem maravilhosa e essencial pelo blues. John Cephas e Phil Wiggins são gigantes.
Em 1930, John Cephas nasceu em Washington DC, e cresceu em Bowling Green, Virginia, em uma família profundamente religiosa. Começou a tocar guitarra dada a ele por seu pai, um ministro da igreja. Embora a sua primeira exposição à música tenha sido na igreja pela música gospel, bem mais tarde uma tia lhe ensinou o blues. Aos nove anos aprendeu o estilo ‘piedmont’ dedilhando a guitarra do primo David Talliaferro com quem cantou e tocou em um quarteto de gospel que se apresentava em festas. Quando adulto, a música tornou-se secundária ao seu trabalho como carpinteiro na Guarda Nacional, em Washington. Em 1970, resolveu tocar em público com o grupo ‘Barrelhouse Rockers’ que formou com o pianista ‘Big Chief’ Ellis e o baixista James Bellamy. E o repertório musical incluía ragtime e canções de artistas como Blind Boy Fuller, Blind Blake, Tampa Red e Blind Lemon Jefferson.
Uma geração mais jovem do que seu parceiro de longa data, Phil Wiggins também nasceu em Washington, DC, em 1954, e passava os verões de sua infância na casa de sua avó, no Alabama, onde ouvia a música gospel. Ele começou a tocar a gaita em tenra idade, e aprendeu o blues com alguns dos melhores artistas incluindo a notável guitarrista gospel Flora Molton. Ele também foi aprendiz de ‘Mother Scott’, contemporânea de Bessie Smith. Influenciado pelos grandes gaitistas de blues como Sonny Terry, Sonny Boy Williamson e Little Walter, Phil Wiggins desenvolveu um estilo único como gaitista. E dominou uma vasta gama de estilos e enquanto raramente é mencionado pelos aficionados da gaita, que tendem a concentrar-se na escola de Little Walter, ele é considerado um dos atuais virtuosos do instrumento além de talentoso cantor e compositor
Cephas And Wiggins - Shoulder To Shoulder - 2006

Aint Seen My Baby
All I Got Is Them Blues
Broke And Hungry
Brother Can You Spare A Dime
Catfish Blues
Dirt Road
I Did Do Right
I Wont Be Down
Seattle Rainy Day Blues
Suzie Q
The Blues Three Ways
Three Ball Blues
Cephas And Wiggins - Richmond Blues - 2008

Black Rat Swing
Careless Love
Crow Jane
Dog Days Of August
Going Down The Road Feeling Bad
Going To The River
Great Change
John Henry
Keep Your Hands Off My Baby
Mamie
Pigmeat Crave
Prison Bound Blues
Reno Factor
Richmond Blues
Step It Up And Go
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